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Regulamentação dos resíduos de madeira tratada é assunto que gera dúvidas, mas é certificado por lei.

Os questionamentos a respeito da destinação final da madeira tratada são muitos e frequentes. Madeira tratada contém produtos químicos, denominados como preservativos, que têm como objetivo aumentar o máximo possível a sua durabilidade quando em uso. Todo material tem a sua vida útil definida, madeira tratada não é excessão. Ao mesmo tempo, todo material ao ser removido de serviço terá de ser destinado de alguma forma, preferencialmente uma forma que permita a sua reutilização ou reciclagem. O assunto é devidamente regulamentado através da Resolução Conama 307 e pela adoção de Pnrs (Política Nacional dos Resíduos Sólidos), que determinam os cuidados a respeito da disposição de todo e qualquer resíduo gerado, seja ele de qualquer natureza.

No caso da madeira tratada, são definidos como resíduos desde pequenas peças resultantes de cortes e entalhes até peças removidas de forma permanente do seu uso original, como mourões de cercas, postes, dormentes, etc. Materiais ou produtos de madeira tratada quando reutilizados de forma consistente não são considerados como resíduos descartáveis. As estimativas de utilização da madeira tratada no nosso país indicam um volume anual da ordem de 2,5 milhões m³ (metros cúbicos), com expressiva predominância do eucalipto. Essas considerações a respeito de volumes são interessantes, na medida em que refletem a dimensão futura relativa à geração de resíduos de madeira tratada. Comparado a certos países com forte tradição na utilização da madeira tratada, os volumes brasileiros são até insignificantes. No entanto, não nos isenta da atenção a respeito do tema relacionado aos padrões de destinação, mesmo porque se observa forte tendência de crescimento desses volumes anualmente.

2018-04-10T16:33:40+00:00