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Padronização de Qualidade para Pisos de Madeira

As orientações gerais de padronização de qualidade para pisos com ou sem acabamento superficial (envernizamento) são:

  • No momento da instalação, as peças devem estar adequadamente secas, ou seja, devem apresentar teor de umidade de equilíbrio da região (climatização);
  • Os pisos de madeiras claras, brancas ou amarelas geralmente são mais suscetíveis ao ataque de organismos xilófagos manchadores, sendo necessários cuidados especiais na instalação em áreas mais úmidas, como banheiro, sacada, cozinha, etc;
  • A radiação solar direta e excessiva pode ocasionar a ocorrência de rachaduras superficiais nos pisos;
  • Os pisos de madeira podem apresentar grã ou fibra reversa e variações de cor e tonalidades características da espécie;
  • As especificações podem sofrer alterações no caso de acordos específicos com os clientes ou compradores.

As regras para todas as classes são:

  • Especificações gerais
  • Todas as peças, independentemente da classe de qualidade, devem ser igualmente resistentes e aplicáveis;
  • Todas as peças devem pertencer ao gênero botânico estabelecido no lote inspecionado;
  • A identificação dos lotes deve conter a qualificação do produto e o nome comercial da madeira;
  • Tanto a madeira como o tipo de piso podem receber denominações comuns, desde que não prejudiquem os procedimentos de inspeção;
  • A faixa de umidade de um lote predeterminado deve constar no respectivo compromisso de compra e venda;
  • A tolerância máxima permitida para todas as não-conformidades é de 5,0 % do total de peças. Acima de 5,0 % de não-conformidades, o lote não pode ser qualificado.
  • Especificações para defeitos de processamento
  • Arqueamento. São admitidas peças com até 1,0 % de flecha em relação ao comprimento total.
  • Encaixes macho e fêmea. Não são admitidas peças que apresentem falhas, variações dimensionais e partes quebradas que comprometam a fixação da peça.
  • Encurvamento. São admitidas peças com até 1,5 % de flecha em relação ao comprimento total.
  • Encurvamento complexo. Não é admitido.
  • Esquadro. São admitidas peças com folga ou abertura de até 0,05 mm nos topos.
  • Falhas na face. Não são admitidas.
  • Fendilhados. Não são admitidos na face. Na contra face e encaixes são admitidos, desde que não afetem propriedades mecânicas e posterior fixação do assoalho.
  • Rachaduras superficiais na contra face e encaixes. São admitidas, desde que sejam inferiores a 30 % do comprimento da peça e não comprometam a resistência mecânica ou a estabilidade dimensional das peças.
  • Torcimento. São admitidas peças com até 0,5 % de distorção do comprimento total da peça em relação ao plano reto.
  • Especificações para defeitos intrínsecos
  • Apodrecimento, casca, cerne quebradiço, extremidades quebradas, fissuras de compressão, galerias de insetos, medula, rachaduras anelares e diametrais. Não são admitidos.
  • Especificações para aspectos estéticos
  • Aparência. O assoalho deve apresentar grande uniformidade na aparência, podendo envolver uma ou mais colorações e características naturais.
  • Arrevessos. São admitidos, desde que não afetem o padrão da peça ou do conjunto de peças.
  • Manchas de tabique e fungos. Não são admitidos na face.
  • Especificações para dimensões
  • Comprimento. No caso de produtos com comprimentos fixos, como mosaicos e espinhas de peixe, as medidas devem ser múltiplos exatos da largura com tolerância máxima de 1,0 mm (1/25”) do comprimento nominal determinado no lote.
  • Espessura. São admitidas até 5 % de peças do lote com variação acima de 0,20 mm (5/64”) em relação à espessura nominal.
  • Largura. São admitidas até 5 % de peças do lote com variação acima de 0,20 mm (5/64”) em relação à largura nominal.
  • Especificações para teor de umidade
  • 95 % das peças do lote devem estar dentro da faixa desejada ou exigida pelo cliente com amplitude de 3 %. Os 5 % restantes das peças devem estar dentro do limite de 3 % em relação à faixa determinada.
  • A umidade deve ser determinada pelo método gravimétrico.
  • O teor de umidade deve ser medido no centro das peças, considerando-se os sentidos da espessura, largura e comprimento conforme metodologia descrita em manuais de secagem e normas relacionadas à medição de umidade.

Material retirado do Livro Auditoria em Certificação da Qualidade para Pisos de Madeira (Cap.2 páginas 15 á 17)

2018-04-27T14:07:33+00:00

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