Durante uma recente reunião entre a ABIMCI (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) e a FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) foram discutidas as dinâmicas do setor madeireiro brasileiro.

Os principais problemas discutidos giram em torno das oportunidades e dos obstáculos do mercado gerados pelas frequentes variações das taxas de câmbio, pela complicada logística de produtos manufaturados, especialmente no mercado norte-americano.

Sobre as taxas de câmbio, os especialistas previram que a taxa de conversão Real>Dólar permanecerá em torno de R$ 3,10 este ano com um possível fortalecimento em 2018.

A FIEP, com o apoio de outras instituições (incluindo ABIMCI), tem trabalhado em um plano de investimento para a logística, infraestrutura e novos investimentos em portos e ferrovias que podem melhorar o perfil e o desempenho das empresas no sul do estado do Paraná.

O plano visa reduzir custos da logística e garantir fontes de energia.

Durante a reunião, o posicionamento das taxas americanas sobre exportadores chineses da madeira compensada foi discutido como sendo o provável resultado das negociações do Acordo de Livre Comércio da América do Norte.

Percebeu-se que, atualmente, o Canadá fornece em torno de 90% da madeira serrada consumida nos EUA e que qualquer mudança nas taxas de importação de madeira serrada e compensada canadense tem que ser monitorada.